[POST ESTENDIDO] Fitoterapia: o que é e como funciona?

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Hoje em dia, uma grande preocupação das pessoas é manter a saúde em dia e consumir a menor quantidade possível de produtos sintéticos. Além da homeopatia, outro tratamento natural que vem ganhando cada vez mais a atenção desse público é a fitoterapia.

Esse método terapêutico faz uso de elementos naturais eficazes no tratamento e na prevenção de diversas doenças. Você já conhece essa alternativa para sua saúde? Saiba mais sobre o que é e como funciona!

O que é fitoterapia?

A fitoterapia é uma disciplina que estuda os efeitos medicinais das plantas e sua aplicação no tratamento de doenças. Considera-se um medicamento fitoterápico toda fórmula farmacêutica — em vários tipos de apresentação — composta por partes de plantas e que tiveram seus efeitos terapêuticos clinicamente testados.

Ao contrário dos tradicionais medicamentos industrializados, os remédios fitoterápicos não possuem substâncias sintéticas em sua constituição. Como consequência, eles possuem menos efeitos colaterais.

Aliado a todos os benefícios citados, o tratamento com fitoterapia é bem mais barato que com os medicamentos convencionais.

Reconhecimento 

Reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde como um processo terapêutico, cada vez mais pessoas têm buscado a fitoterapia para o tratamento de doenças e a manutenção da saúde e do bem-estar.

Segundo o Portal Brasil, a procura de tratamentos naturais, à base de plantas e medicamentos fitoterápicos, cresceu 161%. Esse número mostra a popularidade e a satisfação com esse tipo de tratamento.

Como a fitoterapia funciona?

O método trabalha com um conjunto de ervas e vegetais específicos para a cura de determinada doença. Também é utilizado como prevenção ao aparecimento de sintomas posteriores ao tratamento.

Com a manipulação dessas plantas medicinais, receitadas pelos médicos da área ou farmacêuticos, o paciente inicia o tratamento com as doses indicadas de acordo com o seu caso.

Com as ervas medicinais, o paciente não corre o risco de criar alguma dependência, mas fique atento: o exagero pode acarretar problemas para o fígado.

Remédios manipulados

No caso de medicamentos fitoterápicos manipulados, o paciente pode escolher a forma de apresentação do medicamento, podendo ser consumido como xarope, goma, cápsula, entre outros. É possível optar também por sua cor, o que auxilia quem precisa ingerir diferentes tipos de remédios todos os dias.

Outra maneira com que a fitoterapia melhora a rotina dessas pessoas é a possibilidade de juntar vários princípios ativos em um único medicamento. Se a pessoa toma quatro comprimidos diferentes todos os dias, por exemplo, é possível associar os princípios ativos em um único comprimido. Dessa maneira, o remédio manipulado pode ajudar na adesão ao tratamento pelo paciente.

O medicamento fitoterápico demora mais para agir que o alopático sintético?

Não necessariamente. A ação do medicamento, seja ele fitoterápico ou sintético, vai depender do tipo de substância presente nos componentes da fórmula e também do próprio organismo do paciente.

Inclusive, vários medicamentos fitoterápicos são prescritos por profissionais para o tratamento de crises agudas de ansiedade ou depressão.

Quais os cuidados ao ingressar nesse tratamento?

Ainda que sejam menos agressivos que outros medicamentos, os remédios fitoterápicos possuem contraindicações, efeitos colaterais e também risco de intoxicação.

Os principais cuidados que devem ser tomados ao iniciar um tratamento fitoterápico são evitar a automedicação e seguir à risca os horários e as doses recomendados pelo médico.

Não deixe, ainda, de verificar a procedência dos medicamentos, assim como a sua validade. Nunca use medicamentos vencidos, seja ele qual for!

É possível usar fitoterapia sem receita e apenas seguindo a bula?

Em alguns casos muito específicos isso pode ser feito, mas não é recomendável. Vale lembrar que, mesmo sendo composto por plantas e ervas, o medicamento fitoterápico é um remédio que, em doses acima do recomendado, pode trazer consequências graves.

Sempre que possível, evite a automedicação, pois esse hábito pode mascarar sintomas importantes para o tratamento e inibir a eficácia dos remédios.

Quais as ervas mais conhecidas?

As plantas mais conhecidas para tratamentos fitoterápicos são camomila, gingko biloba, maria milagrosa, bauhinia, valeriana, entre muitas outras ervas medicinais.

Cada erva selecionada para compor o medicamento desempenha uma função específica. Com a correta mistura delas, os sintomas da doença apresentam melhora gradual.

No entanto, quando essa combinação é feita sem recomendação médica ou farmacêutica, pode haver uma piora no quadro. Por isso, consulte sempre um médico ou farmacêutico!

Os medicamentos fitoterápicos devem ser compostos apenas por ativos vegetais?

Sim, obrigatoriamente! Todo medicamento considerado fitoterápico tem na sua composição somente elementos vegetais. Isso é uma exigência do Ministério da Saúde e da Anvisa para a liberação do registro.

Na preparação dos remédios fitoterápicos, são utilizadas várias partes das plantas, como raízes, caules, folhas, flores, frutos e sementes. A mistura desses componentes de substâncias com funções diversas é o que possibilita o tratamento efetivo de várias doenças.

Apesar de naturais, essas matérias-primas passam por fases de processamento, visando manter as suas características terapêuticas, dosagens específicas, segurança e eficácia.

Os medicamentos fitoterápicos sempre precisam ter registro da Anvisa?

Sim. Ao contrário do mito popular que diz “se é natural não faz mal”, medicamentos fitoterápicos sem certificação da Anvisa não podem ser usados ou comercializados no território brasileiro.

Assim como qualquer outro medicamento, os fitoterápicos podem causar intoxicações, enjoos, irritações, inchaços e até levar à morte, caso sejam mal utilizados. A Anvisa também prevê que esses medicamentos podem ser feitos em farmácias de manipulação.

Para quais tratamentos a fitoterapia é indicada?

Existem diversas condições que apresentam bons resultados com a fitoterapia. Alguns exemplos são insônia, dores musculares, tendinite, problemas nos rins, nos intestinos, problemas causados por estresse, distúrbios alimentares, cansaço extremo, doenças do coração, doenças causadas por colesterol alto ou triglicerídeo alto.

Contudo, para que o tratamento seja adequado e funcione de forma efetiva, durante a consulta com o profissional, todos os problemas devem ser mencionados, para que haja uma mistura de ervas correta para o seu caso.

A fitoterapia é um tratamento muito recomendado para quem quer fugir de medicamentos tradicionais e tem excelentes resultados no combate e na prevenção de doenças. Mas fique atento: vale ressaltar que nem tudo o que é natural faz necessariamente bem à saúde, por isso, sempre consulte um médico ou farmacêutico capacitado para a função!

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