[POST ESTENDIDO] Homeopatia e fitoterapia são reconhecidas pela medicina?

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A homeopatia e a fitoterapia são alguns dos sistemas medicinais alternativos mais conhecidos e populares do Brasil. Porém, quando falamos sobre metodologias alternativas de medicina, muitas pessoas costumam ficar receosas quanto à segurança e a eficiência desses métodos.

Devemos lembrar que essas técnicas têm sido analisadas e estudadas minuciosamente por médicos e cientistas há anos. Além disso, os medicamentos comercializados passam pelo rigoroso controle da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas, será que homeopatia e fitoterapia são reconhecidas pela medicina?

Entenda cada uma e saiba como o Conselho Federal de Medicina as reconhece!

Entenda como funciona a homeopatia

Embora possam ser confundidas, a homeopatia e a fitoterapia possuem técnicas e princípios bastante diferentes. A homeopatia baseia-se no princípio de que “os iguais se atraem, portanto, administra substâncias que podem causar os mesmos sintomas que o paciente apresenta, com o objetivo de curá-lo.

Além disso, a homeopatia enxerga o paciente como um todo, observando também suas condições de humor e hábitos de vida. Essa especialidade busca o equilíbrio das energias reguladoras da saúde do paciente a fim de tratar não apenas os sintomas, mas principalmente a causa.

Como matéria-prima para os medicamentos, a homeopatia utiliza apenas substâncias naturais de origem vegetal, animal ou mineral. Não são utilizadas substâncias industrializadas ou sintéticas.

Reconhecimento da homeopatia pela medicina

Em 1980, a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), por meio da Resolução CFM nº 1.000/80. Isso permitiu grandes avanços e também mais segurança para os seus adeptos, pois o CFM passou a fiscalizar o exercício, ensino e pesquisa da homeopatia.

Atualmente, o Brasil é o segundo país com maior número de homeopatas no mundo.

Entenda como funciona a fitoterapia

fitoterapia é uma terapia alternativa que utiliza as plantas como base para a composição de medicamentos. Ao contrário da homeopatia, a fitoterapia não utiliza substâncias de origem animal ou mineral, apenas matéria-prima do reino vegetal.

A utilização de plantas com o objetivo de prevenir e tratar doenças é comum há milhares de anos, e a fitoterapia segue esse preceito. Assim como a homeopatia, a fitoterapia não utiliza substâncias sintéticas ou industrializadas na composição de seus medicamentos.

Reconhecimento da fitoterapia pela medicina

Embora o uso medicinal de diversas espécies de plantas seja comprovado por pesquisas científicas, a fitoterapia ainda não é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina. A ANVISA e o Ministério da Saúde reconhecem a fitoterapia como um processo terapêutico, de acordo com a Portaria 971, de 03/05/2006.

Tanto a homeopatia como a fitoterapia exigem cuidados especiais durante a produção e manipulação de medicamentos, portanto, os produtos homeopáticos e fitoterápicos devem ser adquiridos em farmácias que sigam as normas de funcionamento da ANVISA. Além disso, medicamentos sob prescrição médica devem ser comercializados apenas mediante a apresentação da receita.

Benefícios da homeopatia

As razões para optar por essa modalidade são muitas. A filosofia que embasa esse tratamento busca cuidar do organismo como um todo, entendendo suas necessidades e o meio em que ele vive. Após essa compreensão, além de curar uma única doença, a terapêutica buscará o equilíbrio desse corpo de acordo com as leis da natureza.

O indivíduo tem toda a sua saúde reorganizada na homeopatia, fortalecendo o sistema imunológico, prevenindo uma série de doenças, harmonizando o funcionamento do corpo e equilibrando a saúde emocional.

Os ganhos não param por aí, pois a homeopatia também colabora para o rejuvenescimento, aumenta a qualidade de vida e trabalha para deixar o paciente menos suscetível ao uso de drogas e, se já for dependente, facilita o tratamento, .

O corpo será menos agredido pelo tratamento homeopático. Ao contrário do método alopático, os efeitos colaterais são bem menos recorrentes. O fato de não utilizar ingredientes sintéticos proporciona essa maior segurança.

Além do organismo, o bolso também sai ganhando. Os medicamentos desse método geralmente custam bem menos que os tradicionais. Se considerar a relação de custo/benefício a longo prazo, essa vantagem fica ainda maior.

Benefícios da fitoterapia

A fitoterapia compartilha de alguns benefícios da homeopatia: também costuma ter produtos mais baratos do que os alopáticos e que não causam danos colaterais ao resto do organismo.

Essa garantia de não agredir o corpo é proporcionada pela forma com que esses medicamentos são produzidos, utilizando processos populares e não farmacológicos, sem elementos sintéticos. 

Sua atuação no tratamento da doença é um pouco mais lenta que os remédios tradicionais, porém oferecem riscos muito menores de causar dependência química no indivíduo.

Principais diferenças entre as terapias

Uma das principais características em que os dois métodos divergem é no objetivo do tratamento. Como apontado acima, a homeopatia cuida do organismo como um todo, ou seja, trata o paciente, e não o sintoma ou a enfermidade. 

O médico homeopata vai observar os relatos da pessoa, seu humor e seus hábitos, além de analisar o problema que a incomoda atualmente, modificando o corpo de dentro para fora. 

Já o tratamento fitoterápico é feito para agir na doença, para combater uma enfermidade específica que aflige o indivíduo naquele momento. Vai se concentrar nos sintomas e na causa daquela desordem específica.

Os métodos também não são iguais. A fitoterapia costuma obter seus medicamentos por meio de infusão ou cataplasma. Já a homeopatia trabalha com diluição e dinamização para neutralizar possíveis efeitos tóxicos. O princípio ativo é diluído em 99 partes de água, processo que pode ser repetido cerca de 30 vezes, pegando uma parte da solução inicial e diluindo em mais 99 partes de água sucessivamente. 

Outra diferença crucial entre as duas terapias alternativas são os ingredientes utilizados. A fitoterapia usa apenas plantas, componentes de procedência vegetal, enquanto a homeopatia pode recorrer a elementos de origem animal e mineral, se julgar necessário.

Os princípios que regem os métodos também não são os mesmos. A fitoterapia tem como preceito a diferença. Constrói um medicamento que atua no organismo de forma contrária à doença, para derrotá-la.

Em contrapartida, a homeopatia trabalha com o princípio da semelhança. Acredita que problemas iguais se atraem e se neutralizam, produzindo um tratamento feito com a mesma substância que causa o sintoma, só que diluído. Essa enfermidade “artificial” faz com que o corpo crie mecanismo e aprenda a combater a doença.

Agora que você já conhece as diferenças entre homeopatia e fitoterapia e sabe o parecer da medicina sobre cada uma delas, que tal aproveitar para compartilhar sua opinião e suas experiências? Deixe o seu comentário!

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